terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Solidão de linho



Ontem estava olhando as roupas velhas que deixei de usar
Enquanto caminhava em direção ao pôr-do-sol
E descobrir que já se foram muitas peças
E ate hoje a minha distancia do crepúsculo não queres mudar.

Porem, onde estou não é mais o mesmo lugar
São tantos espaços vazios...
Onde é que vou me encontrar

Já joguei tantas rosas fora
E com elas também se foram as garrafas de vinho
E a vontade de estar sozinho
O tempo não quer mais me dá

Hoje abro o guarda-roupa
E procuro algo pra me esquentar
Mas sei que é do lado de fora
Que o sol vai embora e o frio vai chegar

E todos os dias ao entardecer
Não é mais uma lembrança
Saber que tenho roupas no varal
Mas vai lá saber!
Quem sabe  o sol
Já não enxugou todas as manchas

É chegado o finalzinho de tarde
Aqui, vou da mais um tempinho
Porque quando a luz encandecer
Pelos fundos da porta
Já estarei dormindo
Pois eu sei que amanhã
O sol vai nascer.