Ela trás espelhos nos olhos.
E mexe com a minha memória
Fazendo–me ficar entre a borboleta e o escorpião.
Sua serpente adorna seu corpo
Como o calor de uma ninfa do Pântano.
Ela traz um cesto de viúvas-negras.
O veneno que me atrai em seu sexo
Filha das minhas alucinações e desejos,
Ela nem sente o quanto dói
Não poder tocá-la como eu quero.
Ela traz um copo de sangue
Extraído da essência mais pura
Das rosas negras da paixão
Ferindo a dor que não fecha em mim
Eu procuro o seu rosto e só vejo uma luz.
Ela traz minhas veias queimadas
Eu só consigo pedir para voltar
Ou ficar no lugar da serpente
Para senti seu corpo como real
E viver dentro deste mundo inconsciente.
Feito por: LEMOS, Antonio Cleber.
domingo, 31 de janeiro de 2010
O Significado das Coisas

A poesia é pensar longe
e da forma com as palavras
É sonhar acordado fazendo
das letras tons musicais
é jogar fora os sentidos das coisas
e recria-las em versos
Agora clama o ser racional
feito de carne e ungido de espirito
cheio de sonhos e desejos
controlado pela sua força de vontade
Onde esta a geneses do pensamento?
O verbo, o tempo e o esquecimento
desintegraram o conhecimento
como fez os donos do tempo
sempre a frente de sua historia
Fazendo dela uma novela
onde reis e rainhas são protagonistas
e o resto é o chamado "povo"
Onde estão as poesias de outroras?
Guardados num calabouço!
Sendo levados pelos martírios da humanidade!
Agora não importa o passado
São apenas palavras, madeiras velhas e castelos ruidos
O novo se fez presente
Desde quando ganhou outros significados
e o passado nunca teve tão distante
neste presente eclético
Onde amar é ter um coração sem olhos
e trair é ter uma flecha com a razão
Pensar é um vazio cheio de medidas
pedindo ao espírito para tocar com as mãos
As coisas nao mudaram, mas mudaram as coisas
Como tudo que aconteceu viraram fatos...
e os fatos viraram interpretações
Como peças teatrais
fazendo da realidade falas e gestos
Como um poeta lirico
fazendo dos sentimentos palavras de amor
Ou simplismente o amor
em suas varias linguas
Tão despercebido
E ao mesmo tempo tão eloqüente
que lembrar dele é amar tambem
não me encontro...
não me encanto...
pois agora estou longe
criando alguns versos
nesta musicalidade que vive o mundo...
ASS: Edson C. Silva
sábado, 30 de janeiro de 2010
A menina do lápis colorido

Lá vai ela pelas ruas
Com sua bolsa vazia
Carregando apenas um lápis
E uma borracha que não apaga
Longe da infelicidade que a cerca
Sempre dando um passo a frente
Para fazer o que tinha feito ontem
Mas ainda continua feliz
Pensando em sua boneca de pano
E sua família de lápis de cera
Dando cores de sua bandeira
Para não se lembrar da tristeza
Lá vai ela pelas ruas
Pintando o que não conhece
E dando nomes aos que já sabia
Brincando de ser feliz
E quando as lagrimas descem
E o sorriso desaparece
Ela pega a borracha
Que não apaga
E borra tudo
Pra que ninguém saiba
Que ela chora!
Porem as marcas enrugadas
De cabelos ressecados
E o rostinho amarelinho
Da cor do sol
Foi culpa da borrachinha
Que não apaga
Mas deixa marcas
Lá vai ela pelas ruas
Que tem nome de doutor
Pintando os muros de rosa
E enchendo seus pulmões de cor
Procurando as cores da coragem
Com sua face alongada
E cor pálida
Como se estivesse sendo puxada
No entanto ela caminha
Para um algum lugar
Que não é seu lar...
Mas quando ela não quer ver ninguém
Tranca-se no quarto
Ela pega seu lápis
E pinta tudo de preto.
Edson C. Silva
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Só falta você
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Olhos de Quimera

No mar das poesias
Imergir a tua procura
Ate que pudesse tocar
Nas profundezas de tuas palavras
Mergulhei nos teus olhos
E lá descobrir o teu segredo
Um brilho ocultado por cinzas de rosas
Escondidos nas maças do teu rosto
Na tua pele umedecida
Alimentava um canteiro
Um lindo jardim de Lírios do mar
Sentia o calor de teu amor
Aquecendo o meu coração
Liberando harmonias desconhecidas
Sentimentos indefinidos
Apanhei uma flor de teu jardim
E vaguei sobre gigantes pétalas brancas
Regando cada Lis de teus olhos
Debruçado numa janela
Olhando alguns rabiscos
Entre molduras de um quadro
Pôs-me a chorar.
O espelho da História

O homem transgride as ações
Como o calor das chamas
Transforma areia em vidro
Refletindo sua mutualidade
Sem pedir permissão ao tempo
Rasgaram o pano branco
Entre os vértices do prisma
Deixaram que o homem borda-se a verdade
O uno se fez oposto
A evolução em batalhas
Travadas pela gênese
O metal corrompeu as melhores armas
E as celas do tempo
Estão nas mãos do caos
No final não há flores
No inicio não a vida
No entanto, o amor
Entre poucos, resplandece
Em meio à natureza morta
E o horizonte do homem.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Matéria

A matéria longe de ser o que é
Se desfaz com o tempo
As oportunidade caem
desfalecendo as sobras
Que se perdem no ar
como fuligens de um papel queimado
jogado ao vazio
absorvido pelo efêmero
contesta a sua própria existencia
O velho se fez ortodoxo
Entre pregos e martelos
A púrpura e o castelo
O homo se levanta
caindo sobre seus próprio membros
A terra se desmancha
sobre o exército congênito
Surge o incipiente
calçado pelas origens
E inibido pela compaixão
Gerando a matéria
Longe de ser o que é.
Assinar:
Comentários (Atom)
