terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Andarilho dos mares


Estou entre os mares da liberdade
A caminhar pelas águas mansas
A procura de terras virgens
Que nelas brotem flores raras

Mas neste mundo que navego
Obsoleto de minhas vontades
Eu trago o que não tenho
E sinto que esta distante

Neste mar que tem estrelas
Estrelas que reluzem a noite
Meus espaços, meus horizontes
Perco-me entre paralelos ilusitantes

Agora vejo as estrelas
Se desenhando em teus olhos
Espelhando sentidos
Que não dizem caminhos

Guardo em meu peito
Todas as lembranças
Que foram feitas no límpido oceano
Percorrido por um leme
Que guardei numa caixinha de sonhos

Sinto-me como as águas de outono
Entre as flores do jardim da primavera
Lá vejo um lindo crepúsculo
Se perdendo entre o paraíso
E a face do teu rosto

Debruçado na proa de um barco
Sinto as brisas tangendo a minha pele
Sinto as ondas tocando o balanço
Que cobrem meu peito
E quebra teus horizontes

Agora me deito sobre as pedras
Que me fizeram ranger os dentes
Agora me deito sobre as estrelas
Que eu não sinto mais você

No entanto entre as nuvens
Tua face ganha formas
Teu sorriso ganha vida

E antes que o vento
Passe e leve
Eu vejo você
Eu sinto você.

Um comentário:

  1. finalmeente um novo poeemaa!!
    só eu que nao tenho tido inspirações...
    lindo,lindo...

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