
Sinto o som das galhas se quebrarem
Ao meio as rajadas de vento
Na melodia do carvalho
Adormecem os pássaros
como instrumentos musicais
Deitados sobre um colo
O horizonte tão perto
nos espelhos dos orvalhos
frio latejante e brilhos cruzados
a mente em claro perturba o sono
dos deuses Olímpio
As flores que enchem os olhos
e acalma os zumbidos
Traz em suas pétalas
As damas e as amantes
Que desfrutam do paraíso
No mar de desejos
As vontades brotam
Como as águas celestes
Que guardam em outrora
Os bons sentimentos do pecado
O erro não e dono das palavras
Mas as palavras não têm corpo sem você
Ela carrega os meus temores
Como as tuas bordas carregam
Os meus desejos
E fazem do teu habita
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