quarta-feira, 4 de maio de 2011

Natureza


Eu peço ao mar que me cubra

Com suas águas salgadas

que me devore como sal

diluído em suas entranhas.


Ao canto dos pássaros

que choram ao cantar

no deleite de seus algozes

que o silencio não seja a sua morte


E as rosas que parecem dançar

ao som do vento

que ao se desfazerem

assim,

Não seja a sua beleza


A fumaça devoradoras de almas

camuflada em cinza a sua miséria

que ao verde que te consome

transforme em vida as catástrofes do homem.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Lânguida


Não quero as palavras desejadas

Cobrindo-me de vontades

Ouvindo confortos lúdicos

No aconchego dos braços vividos.


Penso estar flutuando nas tuas margens

Afogando-me em teu paladar

Querendo me embebedar pelos teus cheiros

Que derrama todas as fragrâncias

Que um ser pode suportar.


Não quero este presente petrificado

Sobre meus campos arguidos

Acalorados pelas tuas chamas

Queimando meus pecados

Adormecidos em tua alma


Penso em te, não ter...

E sentir o que você carrega

Penso em te, não amar...

Mas chorar, desejar, sonhar...

Quando você não estar.