quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Amor de outros tempos


Penso no tempo como minha sabedoria

Carregando as memórias sem os olhos da fantasia

Procurando onde te guardei naquela realidade

Que as flores eram o meu coração

E em minhas palavras se encontravam os desejos


Vejo teus olhos como espelhos quebrados

Refletindo o brilho de tua alma

Como no deserto sem vida

Reluzindo a luz nas margens do rio

Que a nascente se encontrava em tuas lagrimas


O vazio nunca foi tão pesado

E ao mesmo tempo concreto

Quanto estas lembranças

Que tua ausência me traz

Dentro das palavras

Que um dia fora escrito por te


Eu não queria estar aqui

Com suas frases sendo dissolvidas

Como cinzas de lembranças

Que o presente levou de me


Porem eu queria ter coragem

De poder jogar fora o teu cheiro

Junto com um pouco das pétalas

Que coloquei no vaso de memórias

Como Campânhia de minha solidão

2 comentários:

  1. coisa mais linda essas poesias tem muito de voce!
    coisa rara, como uma perola negra!

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  2. cada vez que leio vejo vc em cada linha em cada palavra, e relembro coisas que vc sabe! só nos entendemos!e a vaca foi pro brejo mesmo!

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