quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dia Anormal


Pensei que os vícios nunca acabassem
Mas foi embora, tão rápido,
 Como calor das chamas,
que sentimos no inverno.

As palavras se esvaziaram dentro daquela caixa
que guardamos juntos
 Não imaginei que as cinzas
me fariam procurar,
O que já não mais existia.

 Me sentir perdido ao imaginar aquelas fagulhas
vagas como os olhos de um animal solitário
querendo se achar em meio a tanto espaço vazio
mas se foi como os ventos e momentos
de um verão que sempre será eterno.

O que resta?
Porem não resta, ainda tem!
O cheiro de nossas memórias
O favo feito de doces sorrisos
E o gosto amargo daquelas cinzas
Que arde por não ter mais onde consumir
Mas que pena a sobreviver.

Hoje pela manhã eu vi
A saudade no copo de café
Mas os sonhos eram tantos
Que eu já esperava a noite chegar
Pra saber que as lagrimas caem
Mesmo de olhos fechados.

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