segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pecado essencial


Para tudo que se faz ímpar
nunca é inoportuno a primeira vez
Como a vontade de lembrar
que se desfaz no querer novamente

Um olhar inocente
 silêncios e palavras
sorrisos e deleites...
que parecem ao momento
nem pertencerem as nossas mentes

Mas é súbito, momentâneo, espontâneo
que desperta tantas coisas
 e dessas coisas...
sentimentos, emoção, benquerencias
compaixão, afeio, amizade...
emfim amor e quem sabe o nada

Mas para que tantos sinônimos
 tantos nomes e formas
se meus próprios sentindo
não encontram palavras para isso

Eu tenho o teu calor e ao mesmo tempo
nada
Eu tenho o teu olhar e ao mesmo tempo
nada
Eu tenho voce e ao mesmo tempo
es o tempo, de ser um nada

Porem  lembro e tenho
aquela flor que tem a cor
do que a gente sente
da pétala que aperta o peito
que chora clemências e devaneios

 No entanto,
ainda ânsia um botão
quem sabe um dia ela não abre
e descobrimos o que a gente sente.

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