quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Refugio de Adobe



Olha esse monte de fumaça
Invadindo nossas casas
Hipnotizando nossos filhos
E quem só sabe disso está lá fora

Eu não sei mais pensar
Nem ao menos escrever meu nome
A escola fica do outro lado da rua
E os professores são meus vizinhos

Há muito tempo eu descobrir
Que moro numa cidade
Nunca mais acordei com as aves
O cheiro do café da manhã tenho saudades

Agora eu tenho um amigo chamado Tic Tac
Que me leva e traz do trabalho
E diz quanto tempo tenho que descansar
As flores murcham e a chuva não avisa quando vai chegar

Quero acreditar na palavra que não sei escrever
Quero acreditar na voz de quem não mim acompanhou
Quero sorrir num circo sem palhaço
Quero olhar o verde do meu passado
E saber que a esperança só morre
Quando o ultimo fechar a porta.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Hoje andei pensando...






Hoje eu andei pensando em como o mundo poderia ser

Caso todos pensasse igual e seguisse o mesmo rumo

Caso todos tirassem férias no mesmo período

E amasse todas as pessoas com a mesma intensidade

E gostasse do mesmo vinho ou do café forte.


Hoje eu andei pensando em como o mundo poderia ser

Se todos tivessem a mesma cor e o mesmo cabelo

E falassem a mesma língua e gostasse da mesma comida

E se todos tivessem a mesma importância quanto outros têm


Hoje andei pensando em como o mundo poderia ser

Se todos ouvisse a um só ou se todos fosse seu próprio líder

E ganhasse o mesmo salário e acreditasse na mesma força de trabalho

Onde todos pudessem ter propriedade e direitos iguais


Hoje andei pensando em como o mundo poderia ser

Se tudo tivesse que ser feito para ser perfeito para todos

E qual o melhor povo para ser o modelo homogêneo.

Já que existe deus para todos e nem todos creem no mesmo Deus.


Hoje andei pensando...

Que o tempo não é injusto 

Nem a vida que é curta 

É apenas um período que pensar faz parte 

É no fim, você é apenas uma unidade.

domingo, 12 de maio de 2013

Uma prosa com a xícara


Às vezes um dia não parece nada
Mas sentado numa cadeira de balanço
Observando a fumaça do café
Debruçada numa xícara,
Que as curvas não fazem mais sentindo
Vemos quanto é infinito o dia

Nem mesmo a cadeira de balanço
Que o tempo deu conta de amaciar
Não deixa a efemeridade dos meus cabelos brancos
Nem as rugas que se apoiam nas minhas linhas
Envelhecer as flores que guardei de você

Nem o mel que as jovens abelhas ainda conseguem produzir
Podem Tirar o doce que tenho de você
Para mim ainda é de manhã
Mas o sol já deve se por

A fumaça na xícara não tem mais
O café parece frio
E ainda não tenho saudades

E hora de levanta-me e ver se ainda existe fogo na lenha
Já ouço os assovios das arvores
E os grilos cantando
Baleia ainda não chegou
E as cinzas do cigarro queimam meus pés

Que bom saber...
Que sinto dor
E que posso ouvir minha melhor companhia chegar
Quando à tarde ainda dá tempo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Uma tarde sem café


Era final de tarde enquanto a rede bailava comigo
Olhando as sombras das águas escondendo-se
Entre suas próprias margens
Meus olhos se perdiam naquele balançar das águas
Quebrando o vento e distraindo o equilíbrio

E naquele estante pude esta em vários lugares
A porta estava aberta enquanto ouviam-se sorrisos
Num convite irrecusável não pude evitar o oportuno
Pois, com você dançaria ouvindo apenas seus sorrisos
Mas era um suspiro que me tomava
Enquanto seus olhos eram roubados pela minha atenção

Não queria perde-los de vista pelo menos durante a música
Todavia o tempo era curto para esta ali
O sol poderia se por a qualquer momento
Eu sei que não era para ser assim

Mas não sabia que seria você a porta aberta
E a sinfonia que eu queria ouvir,
A lembrança que o tempo levou
E as flores que deixei murchar atrás da porta

Ouço o ultimo refrão sendo tocado
É melhor ir, tomar um café...
Fugir dos sonhos, talvez de você
Pois, há muita coisa para se fazer
Enquanto penso acordado.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Eu quero tudo

Eu quero uma rosa, quero livros, quero brinquedos...
Como eu queria uma vida para querer tudo.
Mas o tudo é confuso
E o confuso não tem equilíbrios
talvez a vida não seja pra viver o tudo.
Porque o tudo é inseguro
Quem sabe uma hora dessas eu não queira uma coisa só.
E esse só,
Se torne o tudo para mim.