
Lá vai ela pelas ruas
Com sua bolsa vazia
Carregando apenas um lápis
E uma borracha que não apaga
Longe da infelicidade que a cerca
Sempre dando um passo a frente
Para fazer o que tinha feito ontem
Mas ainda continua feliz
Pensando em sua boneca de pano
E sua família de lápis de cera
Dando cores de sua bandeira
Para não se lembrar da tristeza
Lá vai ela pelas ruas
Pintando o que não conhece
E dando nomes aos que já sabia
Brincando de ser feliz
E quando as lagrimas descem
E o sorriso desaparece
Ela pega a borracha
Que não apaga
E borra tudo
Pra que ninguém saiba
Que ela chora!
Porem as marcas enrugadas
De cabelos ressecados
E o rostinho amarelinho
Da cor do sol
Foi culpa da borrachinha
Que não apaga
Mas deixa marcas
Lá vai ela pelas ruas
Que tem nome de doutor
Pintando os muros de rosa
E enchendo seus pulmões de cor
Procurando as cores da coragem
Com sua face alongada
E cor pálida
Como se estivesse sendo puxada
No entanto ela caminha
Para um algum lugar
Que não é seu lar...
Mas quando ela não quer ver ninguém
Tranca-se no quarto
Ela pega seu lápis
E pinta tudo de preto.
Edson C. Silva
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ResponderExcluirimageem perfeita pra poesia.Passandopra deixar miinha marcaa
valeu Gel..essa poesia tem uma reflexão muito forte que vai de encontro com as palavras...
ResponderExcluirComo é bonita a infância! Pensei sobre os meios que a criança utiliza para fugir da realidade indesejada. Pena que quando crescem, mudam de fuga, a mão que segura o lápis de cera que dá forma ao refúgio, que distancia-a da atroz realidade, acaba por abandoná-lo em troca do alcool, das pílulas e demais fugas adultas.
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