quinta-feira, 17 de junho de 2010

Inquietude

Um livre olhar passageiro
nas entre linhas do passado
pensamentos ligeiros
de arrependimento conturbado

As palavras tranqüilas viraram tempestade
as lagrimas escorreram
e junto foram as minhas molecagem

A liberdade era um sonho
o sonho agora é realidade
do garoto inquieto
soam muita cautela
com um pouquinho de saudade

Procuro viver de alguma verdade
para não pensar que a vida é apenas continuidade
queria sentir que não faço só palavras
para assim poder ter
Um significado de minhas vontades

Pensamentos maduros
apodreceram no tempo
e se dissolveram no passado
como folhas em branco
que ficaram presas no armário

O presente me conforta
mesmo que eu sinta no peito
as dores da maldade

Nas mãos carrego as flores
que tem o teu cheiro
e entre meus dedos
Os espinhos que repousam o teu pecado.

Um comentário:

  1. A inquietude da memória, era o néctar das lembranças que provavas enquanto escrevias teus versos, foi essa a impressão que tive ao lê-los.
    Muitas imagens e muitas sensações se desprendem de sua poesia, é um prazer tomar parte delas pelos teus escritos Edson. Continue!

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