segunda-feira, 18 de outubro de 2010

inocência do nascer



Nos emaranhados do tempo

Surgiu mais uma vida racional

Nos, deleite da vontade

Todo querer era choro e olhares


Uma garganta inquieta

De expressões singulares

Movimentos ingênuos

No tocar de anseios e aprendizagens


Hoje não pensa na fome

Não pensa na dor

Hoje não pensa nos defeitos

Nem pensa no melhor


Porem sente no peito e carrega na mente

Mas quando a dor fala alto

O choro é um objeto e intérprete

Em um olhar que nada diz

Tudo o que faz é bondade


No entanto, o cuidado que te cerca

É sua origem de pecado

O presente momento

É a própria verdade


O que te releva em conceitos

É simplesmente o querer

Existente em sua força de vontade


O pequeno passado de breves passagens

Assim é a paciência adormecida no folego

Assim é a paciência

Que pesa tão quanto uma mente vazia


Amanhã você cresce

Junto com a liberdade

Amanhã você morre

Junto com as saudades

Que envelheceram no peito

E nas mentes criaram novas verdades.

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