
Nos emaranhados do tempo
Surgiu mais uma vida racional
Nos, deleite da vontade
Todo querer era choro e olhares
Uma garganta inquieta
De expressões singulares
Movimentos ingênuos
No tocar de anseios e aprendizagens
Hoje não pensa na fome
Não pensa na dor
Hoje não pensa nos defeitos
Nem pensa no melhor
Porem sente no peito e carrega na mente
Mas quando a dor fala alto
O choro é um objeto e intérprete
Em um olhar que nada diz
Tudo o que faz é bondade
No entanto, o cuidado que te cerca
É sua origem de pecado
O presente momento
É a própria verdade
O que te releva em conceitos
É simplesmente o querer
Existente em sua força de vontade
O pequeno passado de breves passagens
Assim é a paciência adormecida no folego
Assim é a paciência
Que pesa tão quanto uma mente vazia
Amanhã você cresce
Junto com a liberdade
Amanhã você morre
Junto com as saudades
Que envelheceram no peito
E nas mentes criaram novas verdades.
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