sábado, 22 de outubro de 2011

Lagrimas Frágeis


Para quê tantas palavras

Se eu chorei todos os sonhos

Que pude acreditar


Levantei minhas bandeiras

E todos a viram suspensa

Pelos meus braços cansados


Mas ninguém gritou

Alem do meu coração

Mas ninguém chorou

Alem dos meus olhos


Pois sinto derramar todas

As minhas lagrimas

Que um dia segurei

Pra não poder mostrar

Que fui frágil.


Mas não desistir

Sou caçador de minhas vontades

Sou caçador de meus pensamentos

Vou digerir minhas más lembranças

Do melhor jeito que um ser humano

Pode fazer...

Longe de um sorriso

E sentindo as gotas rolarem

Por minha face amarelada.

domingo, 21 de agosto de 2011

Sabor de uma flor


Queria saber por onde eu andei

Quando olhei teus olhos

Ao passar por aquele caminho

Onde eu desenhei com as minhas palavras


E delas transformei em poema

Todo aquele sorriso que tu

Derramou sobre aquela beleza

Que eu a guardei como um

Quadro em minhas memórias


Trouxe a cor dos teus lábios

Com aquele lindo desenho

Da lua minguante das noites

Em que eu levava você

Para dentro dos meus sonhos


Nada como boas lembranças

Para abrandar as minhas vontades

E mostrar nos meus olhos

Os meus desejos de você


Que guardei numa caixinha

Vermelha de saudades

E levei comigo o doce gostinho do amor

Nos teus lábios neste breve tempo

Em que teus olhos estavam fechados


E naquele momento vi todo

O período de vida de uma flor

Desde seu botão ao amanhecer

Ate sua volúpia juvenil

Sendo despetalada em minhas mãos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Amor de outros tempos


Penso no tempo como minha sabedoria

Carregando as memórias sem os olhos da fantasia

Procurando onde te guardei naquela realidade

Que as flores eram o meu coração

E em minhas palavras se encontravam os desejos


Vejo teus olhos como espelhos quebrados

Refletindo o brilho de tua alma

Como no deserto sem vida

Reluzindo a luz nas margens do rio

Que a nascente se encontrava em tuas lagrimas


O vazio nunca foi tão pesado

E ao mesmo tempo concreto

Quanto estas lembranças

Que tua ausência me traz

Dentro das palavras

Que um dia fora escrito por te


Eu não queria estar aqui

Com suas frases sendo dissolvidas

Como cinzas de lembranças

Que o presente levou de me


Porem eu queria ter coragem

De poder jogar fora o teu cheiro

Junto com um pouco das pétalas

Que coloquei no vaso de memórias

Como Campânhia de minha solidão

terça-feira, 5 de julho de 2011

Natureza de inverno





È ceu de inverno sem chuvas

de paisagens preto e branco

O amor aquecido de folhas caducas

com a terra coberta de saudades


Os passaros não cantam

com medo das tempestades

mas elas vem para o bem

de cada um que espera

a pureza da nossa natureza


E que natureza nos temos

que de verde só as palavras

só o nome e alguns olhos...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Natureza


Eu peço ao mar que me cubra

Com suas águas salgadas

que me devore como sal

diluído em suas entranhas.


Ao canto dos pássaros

que choram ao cantar

no deleite de seus algozes

que o silencio não seja a sua morte


E as rosas que parecem dançar

ao som do vento

que ao se desfazerem

assim,

Não seja a sua beleza


A fumaça devoradoras de almas

camuflada em cinza a sua miséria

que ao verde que te consome

transforme em vida as catástrofes do homem.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Lânguida


Não quero as palavras desejadas

Cobrindo-me de vontades

Ouvindo confortos lúdicos

No aconchego dos braços vividos.


Penso estar flutuando nas tuas margens

Afogando-me em teu paladar

Querendo me embebedar pelos teus cheiros

Que derrama todas as fragrâncias

Que um ser pode suportar.


Não quero este presente petrificado

Sobre meus campos arguidos

Acalorados pelas tuas chamas

Queimando meus pecados

Adormecidos em tua alma


Penso em te, não ter...

E sentir o que você carrega

Penso em te, não amar...

Mas chorar, desejar, sonhar...

Quando você não estar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Beijos, blues e poesia


Hoje eu vou sonhar
que posso pegar nas palavras
que as nuvens me amorteceram
quando os meus tocaram nos seus

Vou te tocar profundamente
e fazer derramar todos os desejos
que eu sinto quando os teus olhos
tem eu como o unico vivente

vou me aconhegar em tuas frases
como um passaro em seu ninho de inverno
me abrandar nos Teus sorrisos
que toma conta desta linda face

Nos meus sonhos vou dormir
sobre as saudades flutuantes
que me fazem pensar...
nas lindas tardes de beijos e poesias.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Amor de Ares


Sinto o som das galhas se quebrarem

Ao meio as rajadas de vento

Na melodia do carvalho

Adormecem os pássaros

como instrumentos musicais

Deitados sobre um colo

O horizonte tão perto

nos espelhos dos orvalhos

frio latejante e brilhos cruzados

a mente em claro perturba o sono

dos deuses Olímpio

As flores que enchem os olhos

e acalma os zumbidos

Traz em suas pétalas

As damas e as amantes

Que desfrutam do paraíso

No mar de desejos

As vontades brotam

Como as águas celestes

Que guardam em outrora

Os bons sentimentos do pecado

O erro não e dono das palavras

Mas as palavras não têm corpo sem você

Ela carrega os meus temores

Como as tuas bordas carregam

Os meus desejos

E fazem do teu habita

O meu paraíso.