terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Solidão de linho



Ontem estava olhando as roupas velhas que deixei de usar
Enquanto caminhava em direção ao pôr-do-sol
E descobrir que já se foram muitas peças
E ate hoje a minha distancia do crepúsculo não queres mudar.

Porem, onde estou não é mais o mesmo lugar
São tantos espaços vazios...
Onde é que vou me encontrar

Já joguei tantas rosas fora
E com elas também se foram as garrafas de vinho
E a vontade de estar sozinho
O tempo não quer mais me dá

Hoje abro o guarda-roupa
E procuro algo pra me esquentar
Mas sei que é do lado de fora
Que o sol vai embora e o frio vai chegar

E todos os dias ao entardecer
Não é mais uma lembrança
Saber que tenho roupas no varal
Mas vai lá saber!
Quem sabe  o sol
Já não enxugou todas as manchas

É chegado o finalzinho de tarde
Aqui, vou da mais um tempinho
Porque quando a luz encandecer
Pelos fundos da porta
Já estarei dormindo
Pois eu sei que amanhã
O sol vai nascer.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pecado essencial


Para tudo que se faz ímpar
nunca é inoportuno a primeira vez
Como a vontade de lembrar
que se desfaz no querer novamente

Um olhar inocente
 silêncios e palavras
sorrisos e deleites...
que parecem ao momento
nem pertencerem as nossas mentes

Mas é súbito, momentâneo, espontâneo
que desperta tantas coisas
 e dessas coisas...
sentimentos, emoção, benquerencias
compaixão, afeio, amizade...
emfim amor e quem sabe o nada

Mas para que tantos sinônimos
 tantos nomes e formas
se meus próprios sentindo
não encontram palavras para isso

Eu tenho o teu calor e ao mesmo tempo
nada
Eu tenho o teu olhar e ao mesmo tempo
nada
Eu tenho voce e ao mesmo tempo
es o tempo, de ser um nada

Porem  lembro e tenho
aquela flor que tem a cor
do que a gente sente
da pétala que aperta o peito
que chora clemências e devaneios

 No entanto,
ainda ânsia um botão
quem sabe um dia ela não abre
e descobrimos o que a gente sente.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Alma de brinquedo


Porque ser tão a merce do que não se ver
escrever a cada dia esta tão difícil
não quero por palavras
onde não se existe chão

Deixa eu ficar com o que eu inventei pra me
mesmo que eu descorde de voce
qual sentindo tem um brinquedo
quando se estar quebrado nas mãos de uma  criança
a distancia deles é uma lembrança

Mas me faz bem estar empilhado entre outros esquecidos
quem sabe um dia voce não lembra de me
pensar que já tive medo de chorar
 para não molhar os bons momentos eloquentes

Pra que pensar tanto
se a solução pode não ser nenhuma de suas duvidas
pra que querer acertar tanto
se o seu próprio acerto pode ser um erro também

Quero seguir...
pois esperar que o planeta pare de girar
é o mesmo que não crer em se mesmo...
Não quero acreditar que o tempo esta passando
por conta de ver que a noite chegou...
nem que os cabelos brancos já fazem parte de me
um dia tudo isso, vai continuar sendo isso

e quando não mais existir palavras pra dizer
e quando não mais tiver flores pra dar
não vai ser o tempo que vai
 chorar, nem clamar, perdoar...

vai ser voce...
 pedindo por qualquer coisa que te dê vida
mesmo que voce saiba que aquela caixa
de guardar brinquedos e lembranças
possa ser  sua proxima morada.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Paixão de fumaça

Eu não queria ter essa fumaça pra me
Mas meus olhos só enxergavam você
Naquele movimento que parecia dissolver no ar
De ver seus lábios derreterem nas cinzas

Quebrando meus venéreos
Enquanto eu olhava seus olhos em chamas
E queimando nossa paixão
Nas ultimas tragadas de um cigarro

Puxando meu fôlego
e assoprando meus sonhos
 Pra fora de você
Enquanto meus olhos dilatavam
Naquele arcabouço lírico

Meus vícios culminaram
E hoje, não sei mais,
Não sei onde estou

Não quero ser o ínfimo
Do que você guardou
Naquela arca de saudades
Nem as flores murchas
Que jazem nas memórias

Mas não se vá...
Não me deixe queimar aqui
Nessa solidão sem fim
Pois até este chão me absorver
Serei as cinzas que um dia
Teus lábios teve prazer
Um dia de tocá-los.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Pensamentos


Pensar é como ter um prisma nas mãos

Olhar o tempo sem tempo

Pedir as palavras para elas aparecerem

E trazer sua forma para dentro de nos



Uma simples distração passageira

E nada mais são que reflexos do tempo

Como uma fumaça hipnotizante

Toma conta, e só sabemos

Depois que ela vai embora

Assim são os pensamentos



Usurpadora de mentes

Não pede licença pra entrar

Nem ao menos avisa



É um  navegar sem destino

Na proa de um barco

E entre o horizonte e os olhos

Só há o mar sem cores

E o simples silencio



Tão Infinito e profundo como os pensamentos

Guarda tantos mistérios

Que não há palavra para defini-lo

Deveras esgotá-lo



Assim é o mar

Assim são os sonhos

Assim somos nós.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dia Anormal


Pensei que os vícios nunca acabassem
Mas foi embora, tão rápido,
 Como calor das chamas,
que sentimos no inverno.

As palavras se esvaziaram dentro daquela caixa
que guardamos juntos
 Não imaginei que as cinzas
me fariam procurar,
O que já não mais existia.

 Me sentir perdido ao imaginar aquelas fagulhas
vagas como os olhos de um animal solitário
querendo se achar em meio a tanto espaço vazio
mas se foi como os ventos e momentos
de um verão que sempre será eterno.

O que resta?
Porem não resta, ainda tem!
O cheiro de nossas memórias
O favo feito de doces sorrisos
E o gosto amargo daquelas cinzas
Que arde por não ter mais onde consumir
Mas que pena a sobreviver.

Hoje pela manhã eu vi
A saudade no copo de café
Mas os sonhos eram tantos
Que eu já esperava a noite chegar
Pra saber que as lagrimas caem
Mesmo de olhos fechados.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Sonhos




Hoje eu vou dormir para sempre
Para que um dia em teus braços
Eu possa acordar e lembrar
Que aquela vida que eu vivi, enquanto dormia
Tive você como minha melhor companhia       

E vou descobrir que cada sonho que a gente tem
É uma vida inteira vivida
Numa passagem de momentos que à mente vem  

Queria nunca mais abrir os olhos
É tão bom  saber  do tempo que passei com você
Pois só reconhecemos que estamos sonhando
Quando  os olhos se abrem, e veem

E vou descobrir que cada sonho que a gente tem
É uma vida inteira vivida
Numa passagem de momentos que à mente vem

Quero  guardar esse presente comigo
Mas quero que você saiba que ganhei
De você, mesmo não sabendo, 
o que dentro dele tem

Um dia você vai saber
Que ninguém dorme para sempre
Mas enquanto isso
Deixa eu sonhar com você
E vou descobrir que cada sonho que a gente tem
É uma vida inteira vivida

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Olhos deitados


Se viver é existir,
meu espírito vai ser
como um andarilho
das mentes pensantes

Quebrando olhos e invadindo mentes
fugindo das verdades que nunca existiram
caminhando pelas trilhas
de um labirinto eloquente

Eh!
pois eu não sei
se esses conjuntos de corredores cruzados
são meus pensamentos
ou são meros presentes de Morfeu

Mas continuo a caminhar
sobre olhos de quem crer
sobre as paredes blindadas
de um chão endurecido
de palavras utópicas

Sinto o meu corpo enferrujado
sobre os vermes rastejantes
consumindo a minha existência
entre as dores sem cicatrizes
e sonhos não realizados

Não quero saber onde estou
nem menos das cinzas
que, de mim se alimentaram
pois a mente não é um calabouço
de refugios, nem tão menos um
universo de estrelas apagadas.

domingo, 4 de março de 2012

Não deixe quebrar



A distancia entre você e a verdade que procura


É apenas um fio do pensamento

não tente dizer que não vai se decepcionar,

nem que não vai errar, 

nem que toda verdade vai te fazer mais forte, 

também, tão menos as mentiras

Pois a hipocrisia pode ser

amiga da moral quando você mais precisa

e inimiga quando te decepciona.


Então viva!