quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Natureza Abstrata


Vivenciar o encanto

Sobre um papel em branco

Buscando em signos

Descrever com palavras

A expressividade natural

Moralizada pelo passado


A natureza concreta

De pactos e obras

Desfaz o teu presente

Entre as linhas e bordas


As mentiras se elevam

Salienta as nossas rugas

A verdade é como uma linha reta

Posta em nossas trilhas

De caminhos tortuosos


A natureza abstrata

De dores e sorrisos

Transforma o imutável

Na frugalidade utópica

De liberdade e paraíso


A natureza abstrata

De Idealização e objetivo

Transborda as ações

Fragmenta a alegria

Como um pedaço de matéria

De natureza intocável


Sinto o sonido das letras em conjunto

Sendo derramadas em um fundo branco

Quebrando as linhas virgens

Tornando-se caminhos tortuosos.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

inocência do nascer



Nos emaranhados do tempo

Surgiu mais uma vida racional

Nos, deleite da vontade

Todo querer era choro e olhares


Uma garganta inquieta

De expressões singulares

Movimentos ingênuos

No tocar de anseios e aprendizagens


Hoje não pensa na fome

Não pensa na dor

Hoje não pensa nos defeitos

Nem pensa no melhor


Porem sente no peito e carrega na mente

Mas quando a dor fala alto

O choro é um objeto e intérprete

Em um olhar que nada diz

Tudo o que faz é bondade


No entanto, o cuidado que te cerca

É sua origem de pecado

O presente momento

É a própria verdade


O que te releva em conceitos

É simplesmente o querer

Existente em sua força de vontade


O pequeno passado de breves passagens

Assim é a paciência adormecida no folego

Assim é a paciência

Que pesa tão quanto uma mente vazia


Amanhã você cresce

Junto com a liberdade

Amanhã você morre

Junto com as saudades

Que envelheceram no peito

E nas mentes criaram novas verdades.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Inquietude

Um livre olhar passageiro
nas entre linhas do passado
pensamentos ligeiros
de arrependimento conturbado

As palavras tranqüilas viraram tempestade
as lagrimas escorreram
e junto foram as minhas molecagem

A liberdade era um sonho
o sonho agora é realidade
do garoto inquieto
soam muita cautela
com um pouquinho de saudade

Procuro viver de alguma verdade
para não pensar que a vida é apenas continuidade
queria sentir que não faço só palavras
para assim poder ter
Um significado de minhas vontades

Pensamentos maduros
apodreceram no tempo
e se dissolveram no passado
como folhas em branco
que ficaram presas no armário

O presente me conforta
mesmo que eu sinta no peito
as dores da maldade

Nas mãos carrego as flores
que tem o teu cheiro
e entre meus dedos
Os espinhos que repousam o teu pecado.

sábado, 22 de maio de 2010

Um domingo de fevereiro

Hoje é um dia de sol
E as palavras se esconderam
Nas sombras de um farol

Pensamentos ligeiros
De breves palavras
Olhares desviados
A caminho de um beijo

Mas não era só um beijo!
Não era apenas sensações!
Nem a fuga de um passeio!

Era tudo o que tinha no peito
Era tudo o que eu não esperava ser
Era tudo o que o tempo fez
Para aquilo acontecer

Esse “hoje” era ontem
e agora é apenas lembranças

Mas eu tenho uma caixa
Que carrego no peito
E ela é do tamanho de nossos desejos

Que pena não domino o tempo
para o meu presente ser você

mas carrego as graças
De,
ti poder recordar
quando não estou com você

Hoje eu posso lembrar
de praia e mar
de cinema e pipoca
de santo Antonio e Humaitá

Hoje eu posso lembrar
De carinhos e vergonhas
de palavras e lembranças
De você, eu poder estar!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Andarilho dos mares


Estou entre os mares da liberdade
A caminhar pelas águas mansas
A procura de terras virgens
Que nelas brotem flores raras

Mas neste mundo que navego
Obsoleto de minhas vontades
Eu trago o que não tenho
E sinto que esta distante

Neste mar que tem estrelas
Estrelas que reluzem a noite
Meus espaços, meus horizontes
Perco-me entre paralelos ilusitantes

Agora vejo as estrelas
Se desenhando em teus olhos
Espelhando sentidos
Que não dizem caminhos

Guardo em meu peito
Todas as lembranças
Que foram feitas no límpido oceano
Percorrido por um leme
Que guardei numa caixinha de sonhos

Sinto-me como as águas de outono
Entre as flores do jardim da primavera
Lá vejo um lindo crepúsculo
Se perdendo entre o paraíso
E a face do teu rosto

Debruçado na proa de um barco
Sinto as brisas tangendo a minha pele
Sinto as ondas tocando o balanço
Que cobrem meu peito
E quebra teus horizontes

Agora me deito sobre as pedras
Que me fizeram ranger os dentes
Agora me deito sobre as estrelas
Que eu não sinto mais você

No entanto entre as nuvens
Tua face ganha formas
Teu sorriso ganha vida

E antes que o vento
Passe e leve
Eu vejo você
Eu sinto você.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Redenção

Oh meu grande Deus!
Criador de todas as coisas
Do visível e invisível aos meus olhos
De tudo que eu possa saber

O senhor que sempre esteve comigo
Um pecador desmerecido de tuas misericórdias
Que se deixa levar para os devaneios da carne
Mesmo sabendo dos atos deliberados

Mas, eu aqui confesso que fui errante
E das varias vezes que pequei
Fui alem, mesmo sem ter pé
Sem saber onde estava pisando
Atraído por coisas fúteis

Pois, meu Deus tenho vergonha
De ser um pecador
De não seguir os teus mandamentos
Como pede tua palavra

Sou apenas um ser humano
Como qualquer outro que será julgado
Pelos seus atos ilícitos
Diante o que tu tens ordenado

No entanto, com as minhas meras palavras
Eu te falo
Não estou aqui a lamentar
Eu Entendo
Fui falho e estou a mercê das tentações

Ante mão te digo
Que o conhecimento da salvação
É buscada através da redenção
Sem ter momentos, nem tempos a definir

Perdoe-me Pai, por ser um pecador
Por ser mais um entre tantos
Mas reconheço a te
Como o único e todo poderoso Deus.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Símbolo da Agonia Part. I

Ela trás espelhos nos olhos.
E mexe com a minha memória
Fazendo–me ficar entre a borboleta e o escorpião.
Sua serpente adorna seu corpo
Como o calor de uma ninfa do Pântano.

Ela traz um cesto de viúvas-negras.
O veneno que me atrai em seu sexo
Filha das minhas alucinações e desejos,
Ela nem sente o quanto dói
Não poder tocá-la como eu quero.

Ela traz um copo de sangue
Extraído da essência mais pura
Das rosas negras da paixão
Ferindo a dor que não fecha em mim
Eu procuro o seu rosto e só vejo uma luz.

Ela traz minhas veias queimadas
Eu só consigo pedir para voltar
Ou ficar no lugar da serpente
Para senti seu corpo como real
E viver dentro deste mundo inconsciente.


Feito por: LEMOS, Antonio Cleber.

O Significado das Coisas


A poesia é pensar longe
e da forma com as palavras
É sonhar acordado fazendo
das letras tons musicais
é jogar fora os sentidos das coisas
e recria-las em versos

Agora clama o ser racional
feito de carne e ungido de espirito
cheio de sonhos e desejos
controlado pela sua força de vontade
Onde esta a geneses do pensamento?

O verbo, o tempo e o esquecimento
desintegraram o conhecimento
como fez os donos do tempo
sempre a frente de sua historia

Fazendo dela uma novela
onde reis e rainhas são protagonistas
e o resto é o chamado "povo"
Onde estão as poesias de outroras?
Guardados num calabouço!
Sendo levados pelos martírios da humanidade!

Agora não importa o passado
São apenas palavras, madeiras velhas e castelos ruidos

O novo se fez presente
Desde quando ganhou outros significados
e o passado nunca teve tão distante
neste presente eclético

Onde amar é ter um coração sem olhos
e trair é ter uma flecha com a razão
Pensar é um vazio cheio de medidas
pedindo ao espírito para tocar com as mãos

As coisas nao mudaram, mas mudaram as coisas
Como tudo que aconteceu viraram fatos...
e os fatos viraram interpretações

Como peças teatrais
fazendo da realidade falas e gestos
Como um poeta lirico
fazendo dos sentimentos palavras de amor

Ou simplismente o amor
em suas varias linguas
Tão despercebido
E ao mesmo tempo tão eloqüente
que lembrar dele é amar tambem

não me encontro...
não me encanto...
pois agora estou longe
criando alguns versos
nesta musicalidade que vive o mundo...


ASS: Edson C. Silva

sábado, 30 de janeiro de 2010

A menina do lápis colorido


Lá vai ela pelas ruas
Com sua bolsa vazia
Carregando apenas um lápis
E uma borracha que não apaga

Longe da infelicidade que a cerca
Sempre dando um passo a frente
Para fazer o que tinha feito ontem
Mas ainda continua feliz

Pensando em sua boneca de pano
E sua família de lápis de cera
Dando cores de sua bandeira
Para não se lembrar da tristeza

Lá vai ela pelas ruas
Pintando o que não conhece
E dando nomes aos que já sabia
Brincando de ser feliz

E quando as lagrimas descem
E o sorriso desaparece
Ela pega a borracha
Que não apaga
E borra tudo
Pra que ninguém saiba
Que ela chora!

Porem as marcas enrugadas
De cabelos ressecados
E o rostinho amarelinho
Da cor do sol
Foi culpa da borrachinha
Que não apaga
Mas deixa marcas

Lá vai ela pelas ruas
Que tem nome de doutor
Pintando os muros de rosa
E enchendo seus pulmões de cor

Procurando as cores da coragem
Com sua face alongada
E cor pálida
Como se estivesse sendo puxada

No entanto ela caminha
Para um algum lugar
Que não é seu lar...

Mas quando ela não quer ver ninguém
Tranca-se no quarto
Ela pega seu lápis
E pinta tudo de preto.


Edson C. Silva

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Só falta você


Para teus lábios
Meus lábios
Para tua voz
Meus ouvidos
Para tuas palavras
Meus sentidos
Para teu olhar
Meu olhar
Para teu tato
Meus carinhos
Para teus sorrisos
Minha alegria
Para tua tristeza
Minha atenção
Para tuas lagrimas
Meus consolos
Para o teu amor
Meu amor.

2*,2006

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Olhos de Quimera


No mar das poesias
Imergir a tua procura
Ate que pudesse tocar
Nas profundezas de tuas palavras

Mergulhei nos teus olhos
E lá descobrir o teu segredo
Um brilho ocultado por cinzas de rosas
Escondidos nas maças do teu rosto

Na tua pele umedecida
Alimentava um canteiro
Um lindo jardim de Lírios do mar

Sentia o calor de teu amor
Aquecendo o meu coração
Liberando harmonias desconhecidas
Sentimentos indefinidos

Apanhei uma flor de teu jardim
E vaguei sobre gigantes pétalas brancas
Regando cada Lis de teus olhos

Debruçado numa janela
Olhando alguns rabiscos
Entre molduras de um quadro
Pôs-me a chorar.

O espelho da História


O homem transgride as ações
Como o calor das chamas
Transforma areia em vidro
Refletindo sua mutualidade
Sem pedir permissão ao tempo

Rasgaram o pano branco
Entre os vértices do prisma
Deixaram que o homem borda-se a verdade

O uno se fez oposto
A evolução em batalhas
Travadas pela gênese

O metal corrompeu as melhores armas
E as celas do tempo
Estão nas mãos do caos

No final não há flores
No inicio não a vida
No entanto, o amor
Entre poucos, resplandece
Em meio à natureza morta
E o horizonte do homem.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Matéria


A matéria longe de ser o que é
Se desfaz com o tempo

As oportunidade caem
desfalecendo as sobras
Que se perdem no ar
como fuligens de um papel queimado

jogado ao vazio
absorvido pelo efêmero
contesta a sua própria existencia
O velho se fez ortodoxo
Entre pregos e martelos

A púrpura e o castelo
O homo se levanta
caindo sobre seus próprio membros
A terra se desmancha
sobre o exército congênito

Surge o incipiente
calçado pelas origens
E inibido pela compaixão
Gerando a matéria
Longe de ser o que é.